Quem sou eu?

Oi gente...
Para quem não me conhece, meu nome é Rose Angela.
Padmini é uma palavra em sânscrito (língua mãe da Índia) que significa: "amor de todas as vidas" e é assim que meu amor me chama...
Sou carioca (com muito orgulho), estou na casa dos 35 anos e 3 filhos maravilhosos, meu maior tesouro...
Amo dias de sol, de chuva, vento, praia no fim da tarde, cheiro de mato molhado, um chopp gelado com os amigos...
Mas tem duas coisas que realmente me tiram do sério: falsidade e ironia!
Outra coisa, faça o que quiser comigo, fale mal, sacaneie, mas não mexam com meus filhos, com meu amor ou com os meus amigos! Aí, eu viro fera e pra me segurar fica difícil...
Fora isso, sou totalmente da paz... Destesto briga e confusão por nada...


Estou também no ...



Sites Poéticos

Carlos Drummond de Andrade Chico Buarque
Clarisse Linspector
Fernando Pessoa
Florbela Espanca
Jornal de Poesia
Mulheres que amo
Olhar Literário
Pablo Neruda (em espanhol)
Poesia Erótica
Prosa & Poesia
Tanto
Vinicius de Moraes



Arquivo
Fevereiro-2007
Janeiro-2007
Março-2006
Janeiro-2005
Setembro-2004
Agosto-2004
Julho-2004
Março-2004


Livro de Visita



layout por
Templates By Marina

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007



"Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu..."



Hoje eu entendo que era mesmo assim...
A lembrança de um tempo bom que você fez questão de esquecer.

:: Enviado por Rose Angela - 11:35:08 ::
0 comentários.

terça-feira, 28 de março de 2006

Boa Sorte - Beto Guedes

O tema da canção
Meu coração guardou
Para dar a quem trouxer
A mensagem dos caminhos
Livres

Viagens de buscar
Sertão e beira-mar
Brincar de bem-me-quer
E uma doce companheira
Sempre

Hoje a noite serenou
Orvalho nos quintais
Acordei pensando em nós
E uma estrela caiu

Lembrei de não chorar
O tempo que passou
Lembrei de desejar
Boa sorte pra você
E o dia clareou

:: Enviado por Rose Angela - 10:15:42 ::
2 comentários.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2005


Sou Você
Caetano Veloso

Mar sob o céu, cidade na luz
mundo meu, canção que eu compus
mudou tudo, agora é você

A minha voz que era da amplidão
do universo, da multidão
hoje canta só por você

Minha mulher, meu amor, meu lugar
antes de você chegar, era tudo saudade
Meu canto mudo no ar
faz do seu nome hoje o céu da cidade

Lua no mar, estrelas no chão
a seus pés, entre as suas mãos
tudo quer alcançar você

Levanta o sol do meu coração
já não vivo, nem morro em vão
sou mais eu porque sou você

:: Enviado por Rose Angela - 10:46:44 ::
3 comentários.

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

Dedos do silêncio
Rosy Feros

Vem...
Me toma à beira da noite,
caminha por mim
com seus passos molhados,
despeja seu rio no meu cálice
- pois minha emoção é só água.

Vem...
Que eu lhe dou um trago
deste meu vinho guardado,
destas minhas uvas
frescas de inverno...
Que eu derramo em gotas meu perfume
pelos quatro cantos do seu corpo,
vestindo sua pele com a camurça
da nudez e do silêncio.

Vem...
Deita e me canta,
sente meu desejo
se esgueirando pelos seus dedos,
veleja sem bússola
pelos meus sentidos,
me olha como quem pede lua...

Deixa eu sussurrar minhas folhas,
soprar minhas pétalas
pelo seu peito de relva,
pelo seu solo macio.
Vem... Não volta,
esquece a hora morta
do cotidiano de sempre.
Me toca feito música
e deixa eu cantar meu bolero
pelas suas curvas de carne...

Sinto-me inocência
passeando por suas alturas,
por seus andares cheios
da mais noturna noite densa.

Desvenda essa face molhada
e me mostra a sua vertente original
de emoção-fêmea pura...
Que eu o espero na branca paz
do meu ventre adormecido,
dos meus braços plenos
de fogueiras e cantigas.

Vem...
Que eu desfolho
toda essa sua vontade nua,
que eu desperto
todo esse seu lado cigano...
pois o meu leite é morno
e é rosa franca meu sorriso.
Deixa seu barco
navegar pelo meu leito,
que eu carrego no peito a ânsia
de hastear a bandeira do infinito...

Vem...
Deita... Me namora...
Me afoga no espelho de luz
dessa madrugada afora,
me diz que no nosso tempo
não há tempo nem hora,
que eu não agüento
a flor do sexo que arde
nas entranhas de mim...

Deixa que eu amanheça
na espuma dessa sua onda quente,
deixa sua emoção fluir
da garganta num repente...
Que eu carrego nos olhos de relento
a voz que lhe pede a terra
e que lhe entrega o mar.

:: Enviado por Padmini - 15:41:58 ::
4 comentários.

terça-feira, 14 de setembro de 2004

Poemas para a Amiga (Fragmento 3)
Affonso Romano de Sant'Anna

É tão natural
que eu te possua
é tão natural que tu me tenhas,
que eu não me compreendo
um tempo houvesse
em que eu não te possuísse
ou possa haver um outro
em que eu não te tomaria.
Venhas como venhas,
é tão natural que a vida
em nossos corpos se conflua,
que eu já não me consinto
que de mim tu te abstenhas
ou que meu corpo te recuse
venhas quando venhas.

E de ser tão natural
que eu me extasie
ao contemplar-te,
e de ser tão natural
que eu te possua,
em mim já não há como extasiar-me
tanto a minha forma
se integrou na forma tua.

:: Enviado por Padmini - 14:45:06 ::
0 comentários.

quinta-feira, 9 de setembro de 2004

Nua
Isabel Machado

Porque me despes completamente
sem que eu nem perceba...
E quando nua
por incrível que pareça
sou mais pura...
Porque vou ao teu encontro
despojada de critérios...
liberto os mistérios
sem perder o encanto
do prazer...
Porque
quando nua
sou única
e exclusivamente
tua...

:: Enviado por Padmini - 06:31:44 ::
1 comentários.

terça-feira, 31 de agosto de 2004

O Engano
Alfonsina Storni
(Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)

Sou tua, Deus sabe porque, já que compreendo
Que haverás de abandonar-me, friamente, amanhã,
E que embaixo dos meus olhos, te encanto
Outro encanto o desejo, porém não me defendo.


Espero que isto um dia qualquer se conclua,
Pois intuo, ao instante, o que pensas ou queiras
Com voz indiferente te falo de outras mulheres
E até ensaio o elogio de alguma que foi tua.


Porém tu sabes menos do que eu, e algo orgulhoso
De que te pertence, em teu jogo enganoso
Persistes, com ar de ator dono do papel.


Eu te olho calada com meu doce sorriso,
E quando te entusiasmas, penso: não tenhas pressa
Não es tu o que me engana, quem me
engana é meu sonho.

:: Enviado por Padmini - 08:52:02 ::
2 comentários.

terça-feira, 24 de agosto de 2004

Dois Amores
Fátima Guedes e Djavan

No dia em que cruzei contigo,
me lembro, vi logo todo o filme que viria:
eu nasci pra adorar você
pela vida afora e sempre até morrer

Mas outro cara atravessou meu caminho,
vi logo que o filme se repetia,
e agi pra pensar depois:
como eu posso amar tanto assim aos dois ?

Outra boca, outro corpo,
outras mãos, eu sei
vou falando assim pra me confessar
'tou apaixonada

Até já sonhei dois amores, outra lei,
nenhuma falta a ser perdoada.
Não me peça pra parar de te querer
nunca me abandone sem ver razão
nada é tudo ou nada.

Se o meu coração
puder ser de mais alguém,
deixa eu ir, deixa ser
deixa estar, tudo bem.

:: Enviado por Padmini - 09:52:39 ::
1 comentários.

quinta-feira, 12 de agosto de 2004

Melodia Sentimental
Heitor Villa-Lobos - Dora Vasconcelos

Acorda, vem ver a lua
Que dorme na noite escura
Que surge tão bela e branca
Derramando doçura
Clara chama silente
Ardendo meu sonhar
As asas da noite que surgem
E correm o espaço profundo
Oh, doce amada, desperta
Vem dar teu calor ao luar
Quisera saber-te minha
Na hora serena e calma
A sombra confia ao vento
O limite da espera
Quando dentro da noite
Reclama o teu amor
Acorda, vem olhar a lua
Que dorme na noite escura
Querida, és linda e meiga
Sentir meu amor e sonhar

:: Enviado por Padmini - 08:41:17 ::
2 comentários.

quarta-feira, 11 de agosto de 2004

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Florbela Espanca


Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus barcos...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

:: Enviado por Padmini - 08:35:51 ::
1 comentários.

terça-feira, 27 de julho de 2004

Olha E Não Me Olha
Jorge Vercilo

Por acaso o acaso fez
Sua armadilha pra gente se encontrar
Pra quebrar essa timidez
Qual de nós vai se aventurar

Se você abre um sorriso,
Eu sei o que se passa aí dentro em seu coração
São desejos e dúvidas
Nesse jogo de sedução

Finge que olha e não me olha
Finge que olha e não me olha nunca
Finge e nunca que me olha
Finge que beija e não me beija
Finge que beija e não me beija nunca
Finge e nunca que me beija

Eu só queria te ver
Eu só queria te olhar
Eu só queria me aproximar
Eu tô a fim de você
E você também está
Está a um passo de se entregar
Eu sei, querer é poder
Mas tenho medo de errar
Eu quero te conhecer
Eu quero te abraçar
Estou a um passo de me entregar

:: Enviado por Padmini - 10:32:27 ::
3 comentários.

terça-feira, 20 de julho de 2004

Canção Da América
Milton Nascimento

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de 7 chaves,
Dentro do coração,
assim falava a canção que na América ouvi,
mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir,
mas quem ficou, no pensamento voou,
o seu canto que o outro lembrou
E quem voou no pensamento ficou,
uma lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito,
mesmo que o tempo e a distância digam não,
mesmo esquecendo a canção.
O que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Seja o que vier,
venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto pra te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.

:: Enviado por Padmini - 10:22:27 ::
1 comentários.

segunda-feira, 12 de julho de 2004

Acrilic on Canvas
Renato Russo

É saudade,então
E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três
Trabalhei com você em luz e sombra

E era sempre:"Não foi por mal"
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são

Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do teu quarto
Do portão da sua casa
Fiz paleta e cavalete
E com lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça
E da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz,então,pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei no horizonte


E era sempre:"Não foi por mal"
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez

E era sempre,sempre o mesmo novamente
A mesma traição

Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito,ela não mora mais aqui"

Mas então,por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"...

:: Enviado por Padmini - 09:33:05 ::
3 comentários.

sábado, 10 de julho de 2004

Esfinge
Djavan

O mar
vazou de uma paixão
atravessou meus olhos
encheu a minha mão
caiu no chão
em doces gotas de amor
evaporou na noite
nublou o céu de estrelas
e derramou manhã

se o amor
sabe de tudo fazer
pode ter
um jeito de acasalar
o canto do mar
com minha voz de cantor
e fazer
do meu canto
um brado tão fundo
que só um grande amor atinge
pra amolecer o mundo
e seu coração de esfinge

:: Enviado por Padmini - 18:43:48 ::
2 comentários.

sexta-feira, 9 de julho de 2004

Poema da amante
Adalgisa Néri

Eu te amo
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.

Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.

Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.

Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.

Eu te amo
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.

Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente.

:: Enviado por Padmini - 10:14:05 ::
1 comentários.

quinta-feira, 8 de julho de 2004

Pablo Neruda...

Nós perdemos também esse crepúsculo.
ninguém nos viu à tarde com as mãos unidas
enquanto a noite azul caía sobre o mundo.

Vi, de minha janela,
a festa do poente nos montes distantes.

Às vezes, qual moeda,
acendia-se um pouco de sol em minhas mãos.

Eu te recordava com a alma apertada
por essa tristeza que conheces em mim.

Então, onde estarias?
Junto a que gente?
Dizendo que palavras?
Por que me há de vir todo esse amor de um golpe
quando me sinto triste e te sinto distante?

Caiu-me o livro que sempre se escolhe ao crepúsculo,
e como um cão ferido rolou-me aos pés a capa

Sempre, sempre te afastas pela tarde
Até onde o crepúsculo corre apagando estátuas.

:: Enviado por Padmini - 08:42:25 ::
4 comentários.

domingo, 21 de março de 2004

Tá Combinado
Caetano Veloso

Então tá combinado, é quase nada
É tudo somente sexo e amizade.
Não tem nenhum engano nem mistério.
É tudo só brincadeira e verdade.
Podermos ver o mundo juntos,
Sermos dois e sermos muitos,
Nos sabermos sós sem estarmos sós.
Abrirmos a cabeça
Para que afinal floresça
O mais que humano em nós.
Então tá tudo dito
E é tão bonito
E eu acredito
Num claro futuro
de música, ternura e aventura
Pro equilibrista em cima do muro.

Mas e se o amor pra nós chegar,
De nós, de algum lugar
Com todo o seu tenebroso esplendor?
Mas e se o amor já está,
se há muito tempo que chegou
E só nos enganou?
Então não fale nada,
Apague a estrada
Que seu caminhar já desenhou
Porque toda razão, toda palavra
Vale nada quando chega o amor...

:: Enviado por Padmini - 21:58:25 ::
4 comentários.

sexta-feira, 19 de março de 2004


Teu corpo claro e perfeito
Manuel Bandeira

Teu corpo claro e perfeito

- Teu corpo de maravilha,
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...

Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...

Teu corpo, branco e macio,
É como um véu de noivado...

Teu corpo é pomo doirado...

Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...

Teu corpo é a brasa do lume...

Teu corpo é chama e flameja
Como à tarde os horizontes...

É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Quem em antigas se derrama...

Volúpia da água e da chama...

A todo o momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...

Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa, flor de laranjeira...

:: Enviado por Padmini - 23:35:15 ::
1 comentários.

segunda-feira, 15 de março de 2004

Bandeira
Zeca Baleiro

Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio
Pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele eu não quero aquilo
peixe na boca do crocodilo
braço da vênus de milho acenando tchau
Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro
Se bem me lembro
O melhor futuro este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o tejo me escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o rio Nilo
Quero tudo ter, estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo, água e sal
Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida noves fora zero
Quero viver quero ouvir quero ver
(Se é assim quero sim acho que vim pra te ver)

:: Enviado por Padmini - 12:12:28 ::
0 comentários.

sexta-feira, 12 de março de 2004

Teu corpo seja brasa
Alice Ruiz

teu corpo seja brasa
e o meu a casa
que se consome no fogo

um incêndio basta
pra consumar esse jogo
uma fogueira chega
pra eu brincar de novo

:: Enviado por Padmini - 12:22:00 ::
3 comentários.